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A Crítica Musical Como Ela É

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10 de Março, 2007: Lançamento da página com os escritos do grande crítico musical Fernando Magalhães

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Esta página é uma homenagem a um dos críticos que, em Portugal, mais fez pela divulgação das músicas não comerciais e não convencionais, sobretudo a música de cariz electrónico e da folk.

Aliás, os terrenos que mencionamos e que constituiam o especial interesse do crítico, falam por si. Aparentemente antagónicos eles encerram toda uma filosofia e modo de estar na música: O prazer e inquietude da descoberta, mas sempre com bases sólidas no passado e na história.

Também o Krautrock foi sempre uma das suas enormes paixões e seguiu este movimento inovador desde a sua explosão nos anos 70 até às ramificações que hoje ainda se fazem sentir no panorama musical.

Precocemente desaparecido do nosso convívio, em 2005, é importante que o seu trabalho não caia no desconhecimento e seja divulgado entre aqueles a quem ele abriu novas portas de conhecimento e sonho, bem como a todos os jovens que amam a música.

Senhor de um conhecimento musical infindo, tratava-se de um crítico superior devido a vários factores, dos quais saliento a enorme capacidade de exposição das suas ideias através da sua escrita bastante criativa e original, sempre fundada num enquadramento histórico e sociológico só ao alcance de uma pessoa com uma formação sólida naqueles domínios. Tudo isto sempre com uma enorme humildade e prontidão em informar e esclarecer quem se lhe dirigisse com qualquer tipo de dúvida ou pedido.

Conheci-o nos anos 80, quando o encontrei algumas vezes no atendimento da discoteca Contraverso, no Bairro Alto, sempre pronto a aconselhar a audição e a perorar sobre as novidades musicais que mais o tinham impressionado.

Depois tornou-se jornalista do diário de referência Público e segui desde sempre os seus escritos nesse jornal.

Lembro-me de uma vez atender o telefone e perceber, atónito que, do lado de lá, o jornalista me contactava para me responder a umas questões de âmbito musical que tinha colocado, por carta, para o jornal. Tinha indagado o meu nº de telefone pela morada e prontificou-se a contactar-me. Esta atitude de permanente disponibilidade diz muito do profissionalismo e dedicação à causa.

São (alguns d)os textos que publicou no jornal Público, nos seus vários suplementos musicais, desde 1997 (Pop & Rock, Sons, Y) que agora pretendo divulgar. Para não perdermos a memória.

Para já seguem os escritos de 1997. À medida das disponibilidades de tempo irão sendo publicados os outros anos.

Penso que a esmagadora produção escrita que realizou foi publicada no jornal Público. Sei que escreveu imenso no Fórum Sons desse mesmo jornal. No entanto o fórum foi encerrado, pelo que termos de procurar aí pela net, nas caches do google. Ou esperar encontrar alguma alma caridosa que tenha gravado os posts e esteja pronta a disponibilizá-los. Daqui agradeço desde já a quem o fizer, podendo deixar o seu contacto aqui ao lado, na “shout box”.

Caso exista mais alguma publicação em que tenha espraiado o seu conhecimento e paixão musicais, seria bom, na minha opinião, que alguém que tenha acesso a esses textos, os publicasse também.

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