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A Crítica Musical Como Ela É

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10 de Março, 2007: Lançamento da página com os escritos do grande crítico musical Fernando Magalhães

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13.03.1998

Eric Clapton

Pilgrim (4)

Reprise, Distri. Warner Music

Com um passado ilustre construído à custa de uma técnica brilhante na guitarra que eclodiu nos Yardbirds e, posteriormente, nos Cream e no super-grupo Blind Faith, Eric Clapton encetou desde o início dos anos 70 uma carreira a solo que tem sido sinónimo de uma longa e elegante decadência. Dos conhecidos problemas com a toxicodependência até à purificação, selada com o reconhecimento da parte do “mainstream”, com a atribuição de galardões vários, o caminho tem sido atribulado. A história, infelizmente, por muito que lhe esteja reconhecida, não esperou por Eric Clapton. “Pilgrim” é o primeiro álbum de estúdio num espaço de dez anos, depois de “Journeyman” e de um célebre “Un plugged” pelo meio. Nele encontramos nomes também já desgastados pelo tempo como Andy Fairweather-Low, Chris Stainton, Paul Carrack e Paul Brady, a enfeitarem uma música dolente onde não se vislumbra a mínima chispa do passado. Os blues (ainda vivos numa faixa como “Sick and Tired”), raiz comum de toda a obra do músico, transformaram-se em lugares desérticos onde a guitarra se espraia preguiçosamente empurrada pelos restos apodrecidos do hip hop. Poderia ser cool como um álbum de J. J. Cale se não fosse tão vazio de sentido. A música de Eric Clapton á hoje o equivalente e um filme de Taylor Hackford, recebendo palmadinhas nas costas de Phil Collins. Procure-se as migalhas de guitarra.